5 de jun. de 2009

A construção do texto coletivo em sala de aula



Sabemos que mesmo antes da criança dominar a mecânica da escrita já pode ir se familiarizando com a estrutura de um texto escrito e assim, sendo introduzida à cultura de letramento. É fato que, quando nossos alunos chegam à escola, já têm uma competência comunicativa bem desenvolvida, uma vez que já são capazes de se comunicar bem, no âmbito da família, em conversas com amigos, colegas, professores, etc.
Podemos assim entender por que esses alunos quando começam a ter contato com a língua escrita, ao aprenderem a ler e escrever, vão-se valer dos conhecimentos da oralidade que já detém, para construírem suas produções escritas. Torna-se crucial entender as relações que se estabelecem entre os modos de falar e de escrever, bem como contextualizá-los no ambiente de sala de aula, mostrando os processos interacionais que ocorrem nesse ambiente, em eventos que aí se estruturam.

Fonte: Pró Letramento Alfabetização e Linguagem - Fascículo 7 - Modos de Falar/Modos de Escrever

É nesse contexto que tecemos diversas reflexões, leituras e atividades que contribuem para novas perspectivas do trabalho docente.

Um exemplo de atividade de escrita coletiva é a Produção oral com destino escrito . Trata-se de uma atividade de produção coletiva em que os alunos vão falando e o professor vai escrevendo. A proposta sugere a produção de um texto baseado em outro texto que seja do conhecimento dos alunos. Exemplo: leituras realizadas com frequência em sala de aula, que pode ser literatura infantil, texto informativo, gibi.

As professoras desse blog realizaram algumas este ano. Uma delas foi baseada no livro da Tatiana Belinky "O Grande Rabanete". O livro é um dos mais queridos pelos alunos da profª Lenira e, foi também o escolhido pelo grupo para ser apresentado na festa das mães. Eles contaram e dramatizaram a história para ilustrar o valor da união, contando com a ajuda das mães para arrancar o grande rabanete.
Por isso, essa foi a história que eles escolheram para reescrever. O título mais votado foi "A Cenoura Gigantesca" e os personagens foram eles mesmos. Na reescrita Pedrinho planta cenoura no canteiro da escola e aí começa a saga da cenoura gigantesca que só é arrancada depois que todos se unem, inclusive a irmãzinha dele que passava ali por perto na hora e é com a grande ajuda dela que conseguem arrancar a cenoura. Depois todos se reunem para comer a merenda feita com a gigantesca cenoura e sobra até para os cachorrinhos que rondam a escola.








O texto ficou bastante longo, mas como o trabalho foi realizado numa sala multisseriada com foco no 2º ano, a professora foi a escriba para o quadro e a aluna da 5º ano para o documento de registro da sala de aula. Coube à professora as estratégias para mostrar aos alunos que existem diferenças, culturalmente definidas, entre os modos de falar e os modos de escrever.


1 de jun. de 2009

Pelo Meio Ambiente


AMIGA CASTANHEIRA

Em frente
a escola
uma castanheira
agarradinha no chão
dando sombra
com toda gratidão
parece ter
grande coração
Companheira!
tomara que dure
a vida inteira
e continue sendo palco
de muitas brincadeiras.

Esse poema já foi publicado aqui no blog, mas vale a pena publicar de novo. Foi uma produção coletiva que os alunos da escola fizeram em 2006 ou 2007 em homenagem a essa bela árvore plantada em frente a escola. Chegou a ser publicado no jornal Gazetinha/ES.


23 de mai. de 2009

Ainda tomaremos um café


Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra,
pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.

Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, todos disseram que sim.

O professor então, pegou uma caixa de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote.
As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.

Voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Em seguida, pegou uma caixa de areia e a esvaziou dentro do pote.
A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele e perguntou novamente
aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Então o professor falou:

'Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas.

As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.
As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc.
A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.

O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastarmos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.
Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.
Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos,
dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...
Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar.
O resto é apenas areia.'

Um aluno levantou e perguntou o que representava o café.

Bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar
que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um grande amigo.

Vale a pena refletir...


( Procure encenar o texto acima junto com os pais no dia da reunião de pais, para que reflitam o quanto é importante ter tempo com seus filhos, para isso faça algumas adaptações no texto)

Fonte: Blog Aprendizagem em ação, da Débora Melissa.


13 de mai. de 2009

Como “corrigir” os textos das crianças?


Um dos referenciais teóricos que está nos ajudando: Produção de texto: escrever de verdade, reportagem da Revista Nova Escola, na edição de jan/fev de 2009, também disponível aqui (primeira de uma série de matérias publicadas ao longo do ano).

Interessante, e urgente, abordagem sobre a função social da leitura e da escrita.

Produzir textos é um processo que envolve diferentes etapas: planejar, escrever, revisar e re-escrever. Esses comportamentos escritores são os conteúdos fundamentais da produção escrita.

Quer dizer, para que esses comportamentos escritores se efetivem, temos que exercitar a escrita de verdade e não apenas aquela para cumprir uma tarefa escolar.

Temos, também, que desenvolver os comportamentos leitores: ler os textos que circulam socialmente, ler o que escrevemos, para qualificar.

Essas práticas permeiam as aulas no ensino médio… mas com as crianças de seis, sete anos? o que fazer? como fazer?

“Em qualquer série, como na vida, produzir um texto é resolver um problema”, ensina Telma Ferraz Leal.

Ao ler essa postagem no blog da Profe Suely (Ufa! Bloguei) imediatamente nos pegamos revendo as formas de ensinar, mas revendo sobretudo o que podemos melhorar em nossa prática.

Tais indagações me levaram a refletir sobre o trabalho de produção escrita que estou realizando com meus alunos de 3ª e 4ª séries, o Caderno de Registros. O objetivo do trabalho é principalmente despertar o gosto pela escrita. Para tanto os alunos são levados a registrar em um caderninho previamente preparado momentos motivadores da sala de aula como, projetos ou situações que fogem da rotina. O que já foi possível perceber é que quanto mais motivador o momento, mais motivados eles estarão na hora de registrar. Sem um bom motivo, dificilmente eles registram com prazer, aí a atividade se torna totalmente mecânica. Um bom exemplo foi a semana dedicada às mães, os alunos estiveram envolvidos em todos os momentos, ajudando desde a tomada de decisões até o momento final que, culminou com a contação e dramatização da história "O Grande Rabanete" da Tatiana Belink, e entrega das lembranças. Na hora de registrar todos os acontecimentos e ler os registros estavam todos super motivados.

Nesse momento, estou procurando focar mais em despertar o gosto pela escrita, ainda não estou me voltando muito para correção das produções, mesmo quando chamo a atenção para as regras apreendidas, dou um toque nas questões de repetição de palavras, ou dou dicas para tornar o texto mais coerente e coeso, não deixo que tudo isto se torne mais importante do que o registro em si.

"(...) o ato de ensinar exige certos cuidados sem os quais não se atinge o objetivo maior do ensino, que é a aprendizagem." ( Profa. Dra. Silvia Pereira. Leia o artigo As habilidades de ensino no blog Caldeirão de ideias do prof. Robson Freire).

E nessa luta permanece sempre a insatisfação e a dúvida: Poderei fazer melhor? Como?


3 de mai. de 2009

Dia da Mães


Navegando pela net encontramos muitas coisas legais para o planejamento de atividades sobre o dia das Mães. Encontramos muitos calendários. Escolhemos esse aí para trabalharmos com nossos alunos.


Encontramos no blog AMIGAS DA EDUCAÇÃO. Além de calendários, há uma infinidade de postagens sobre o tema.

No blogs Bloguinfo, da Sintian,Criando e copiando sempre, da Célia Regina e Pescar idéias,da Tânia, também têm várias atividades interessantes.

Quase todos os blogs que dispomos nos links aqui no Alfabetização em Foco, estão com dicas ou atividades para imprimir ou fazer dowload. Vale a pena pesquisar.

Lindo este poema do Mário Quintana. Bom para incluí-lo no recital ou no varal de poesias.

Mãe

São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!"

Mario Quintana


24 de abr. de 2009

Sistemas de escrita IV

Quando paramos para ouvir nossos alunos sobre a importância de aprender a ler e escrever temos que nos preparar para todo tipo de resposta. Com a minha turminha, na roda de conversa, o mais interessante foi o comportamento sério que eles adotaram para falar de um assunto tão sério. As respostas variaram entre "pra gente ficar mais inteligente", "pra gente poder ler os livros", pra gente poder trabalhar num bom emprego" e, como se trata de zona rural, Pedrinho, o único menino da sala, bateu na mesma tecla o tempo inteiro, pra ele "a gente precisa saber ler e ecrever pra quando for vender os bois os outros não passar a perna na gente e dá menos dinheiro" e, também " pra gente saber dar e receber troco". Tem sido muito interessante as reflexões tecidas sobre a escrita.

Um pouco mais dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos.




23 de abr. de 2009

Sistemas de Escrita III

Brincando de escrever como os povos sumérios

Colocando a mão na massa.



Após assistir ao DVD, ou relatar a história do povo sumério, ampliar a reflexão sobre a construção dos sistemas de escrita. Explicar que podemos dizer que o povo sumério, que viveu na região chamada Mesopotâmia, foi o inventor da escrita. Ao assistir o filme os alunos perceberão que eles não escreviam e liam como nós fazemos hoje. Seus cadernos e livros eram a argila e o lápis usado era uma espécie de estilete feito de galho de uma planta. O povo sumério necessitava da escrita. Eles aprenderam a plantar e, por isso, após a colheita, eles precisavam saber quanto trigo guardaram para ser distribuído entre o povo. O que fazer para não esquecer? Eles ascreviam em argila úmida.



Os alunos experimentaram as dificuldades de registrar a escrita utilizando o estilete e a tabuinha (feita com massa de modelar).

As imagens trabalhadas nesse projeto foram para o mural e nos cadernos dos alunos com os registros de seus significados.



Os próximos passos serão: - inventar símbolos para escrever seus nomes e outras palavras; - Leitura de textos enigmáticos; - Leitura de símbolos que circulam socialmente(escrita pictográfica e ideográfica).




20 de abr. de 2009

Selinhos!!! Selinhos!!!


Tão gostoso começar o dia assim... com flores e declarações de amizade! Quem nos ofereceu o mimo foi a querida Cíntia Maciel do blog CÍNTIA & CIA ARTES . Adoramos Cíntia.

Especialmente para Cíntia e todos os amigos que nos visitam:



Regrinhas:
♥ Poste o selo no seu Blog
♥ Deixe um comentário aqui no meu blog
♥ Avise aos amigos que você oferecer o selo
♥ Poste uma mensagem que fale de Amizade
♥ E seja Feliz, muito feliz!!!!!!!!!

Passou por aqui? pegue o selinho da tulipa e poste no seu blog. É a nossa oferta aos amigos.

19 de abr. de 2009

Selinho!!!

Acabamos de receber este lindo selinho da Dani Oliveira do blog ALFABETIZAÇÃO DIVERTIDA. Ficamos encantada!
Obrigado Daniela.


"Um livro tem asas longas e leves que levam a gente, longe... longe..." (Pedro Bandeira)

Repassamos o selinho aos seguintes blogs:

-Rocio Rodi - Aprendências da Maria do Rocio. Vale a pena visitar!

-Aprender e Sonhar, da Sandra. Lindo blog.

-Carrosel da Aprendizagem, da Michele. Um blog nota 10.

-Professora Lenilda, da competente Lenilda.

-Cristiane Marino, da Cristiane. Maravilha de blog.

Você tem compromisso com a leitura?

Então, leva este selo com você e siga alguns passos:
* Postar em seu blog;
* Linkar a pessoa que te presenteou;

* Enviar para o maior número de blogs que tiverem compromisso com a Leitura (mas lembrando de deixar aquele recadinho especial);


Projeto de Formação Alfabetização: Teoria e Prática

Em vários momentos, aqui neste blog, fazemos referência ao projeto em questão sem explicarmos exatamente do que se trata. Pois bem, O Projeto Alfabetização: Teoria e Prática é um projeto de formação de professores alfabetizadores que a Secretaria de Educação do nosso Estado - SEDU/ES - em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação e Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo vem oferecendo aos professores desde outubro de 2008. Sob a coordenação das professoras doutoras Cláudia Maria Mendes Contijo e Cleonara Maria Schuartz o projeto tem como público alvo professores/as dos sistemas estaduais e municipais de ensino que atuam nas turmas 1º ano e 1ª e 2ª séries da Educação Básica.

A temática sobre o desenvolvimento da escrita nas crianças e suas implicações para a prática pedagógica nos levou a tecer reflexões e realizar inúmeras atividades. No momento estamos fechando uma sugestão do projeto que é a proposta de uma sequência didádica para quatro aulas onde trabalhamos os sistemas de escrita. Os detalhes estão na postagem anterior.


Algumas imagens que ilustram o trabalho sobre sistemas de escrita.










15 de abr. de 2009

Ainda sobre os sistemas de escrita

O trabalho que estamos desenvolvendo objetiva:
-levar os alunos a compreender como os seres humanos construíram o sistema de escrita que usamos atualmente;
-vivenciar experiência que nossos antepassados experimentaram na criação dos sistemas de escrita;
-compreender a necessidade e a função de registro da escrita.
Já citamos aqui a sugestão de leitura do livro da Lia Zatz (Aventura da Escrita: A história do desenho que virou letra) como ponto de partida para levantamento das reflexões com os alunos.
Num outro momento a sugestão é a Roda de Conversa sobre a necessidade de aprender a ler e escrever.
- Por que todas as crianças precisam ir a escola?
- Porque precisamos aprender a ler e escrever?
- Será que os seres humanos sempre leram e escreveram?
São algumas questões que podem ser levantadas na Roda. As respostas são as mais variadas e esperadas, já que as crianças costumam repetir argumentos que elas ouvem, geralmente dos pais e familiares. Ainda assim muitos argumentos são surpreendentes e próprios do universo infantil.



O filme Mesopotâmia: de nômades a agricultores, que nos foi repassado pela professora Rosiane, é um recurso bem interessante para ampliar a discussão. Procurei no yotube, não localizei, mas ficamos sabendo que faz parte de uma série de DVDs que o MEC repassou para as escolas.
Trata-se de uma narrativa sobre as invenções do povo sumério, abordando principalmente a forma criada por eles para desenvolver um sistema de escrita, no caso, a escrita cuneiforme.
Sugestões de atividades:
- Brincando de escrever como os povos sumérios usando tabuinhas de argila ou massinha e estilete; (No filme a criança tem a oportunidade de ver como os sumérios escreviam e como eles manipulavam esses objetos)
- Inventando símbolos para escrever;
- Leitura de textos enigmáticos; - Leitura de símbolos que circulam em nossa sociedade;
-Analisando imagens, entre outras.


Assistimos o DVD na casa de uma aluna que mora próximo a escola.

9 de abr. de 2009

O melhor lugar do mundo

Apresento a voces, amigos e amigas blogueiras e não blogueiras, a minha nova realidade de trabalho em 2009.
Uma sala multisseriada numa escola de campo!
Um verdadeiro laboratório de ensino/aprendizagem!
É o melhor lugar do mundo!




Trabalhei nessa escola em 2006/2007 e agora retorno com muita alegria e vontade.
Minha primeira experiência com o trabalho educacional em Escolas do Campo foi em 2006 e, confesso que me apaixonei pelos desafios. Alfabetizar em uma sala regular já é um desafio, com as quatro séries dividindo o mesmo espaço então...



Toda a problemática que envolve o trabalho docente numa sala multisseriada serviu-me como inspiração para desenvolver minha monografia numa especialização em Gestão que fiz em 2007, o tema foi "CLASSES MULTISSERIADAS - UMA CARACTERÍSTICA DA ZONA RURAL: (RE)PENSANDO O CURRÍCULO".





Uma turminha nota 10. Aprendo muito com todos eles.
Trabalho com 1ª, 3ª e 4ª séries.



Lenira