Minha aluna de 8 anos, que já pegou a boa mania de escrever poemas, me presenteou com esta produção. Fiquei encantada com a percepção dela para o momento atual. As ideias são genuínas, mexi apenas na estrutura , na organização dos versos.
MUNDO COLORIDO
NO FUNDO
DO CORAÇÃO
AMOR...
PARAÍSO...
SERRA OU DILMA
NÃO SEI
O QUE SEI
É QUE O BRASIL
FICA NO FUNDO
DO NOSSO CORAÇÃO.
Ágata Bartelli Araújo
2ª série - 8 anos
"SEM A CURIOSIDADE QUE ME MOVE, QUE ME INQUIETA, QUE ME INSERE NA BUSCA, NÃO APRENDO NEM ENSINO." (Paulo Freire)
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29 de out. de 2010
14 de out. de 2010
Hoje, comemoramos o dia "D" da Leitura na rede estadual.
Nada melhor do que comemorar o dia D da Leitura com o poema da Débora Brunow.
Todas as cores do meu lugar
VERDE, AMARELO
NO MEU LUGAR
AINDA BELO.
VERDE
DE TODAS AS CORES
ESCURO, MUSGO, CLARO
DAS PASTAGENS,
DOS CAFEZAIS
NO MEU LUGAR
DE MUITAS CORES
DE POUCAS FLORES.
A BOIADA
DE TODAS AS CORES
BRANCA, PINTADA, MARROM,
VAI DANDO O TOM
NO COLORIDO
POUCO FLORIDO
DO MEU LUGAR
DE POUCAS MATAS
MUITAS PASTAGENS
ONDE OS RIACHOS
DE ÁGUAS RASAS
REFLETEM TRISTES
TODAS AS CORES
DESSA PAISAGEM
TÃO CASTIGADA
DO MEU LUGAR.
NA PRIMAVERA
DO MEU LUGAR
A NATUREZA
AINDA BELA
MUDA O TOM
DO COLORIDO
POUCO FLORIDO
DE MUITAS CORES
DAS POUCAS ÁRVORES
SAPUCAIAS, IPÊS, ANGICOS,
QUE ANTES VERDES
AGORA ROXAS,
LARANJAS, AMARELAS,
ENCHEM OS OLHOS
DE MUITAS CORES
CURAM AS DORES
COM UM ARCO-ÍRIS
DE ESPERANÇA.
E A BOIADA
VAI DANDO
O TOM
A PRIMAVERA
MUDA O TOM
DO COLORIDO
POUCO FLORIDO
DO MEU LUGAR.
Débora Brunow - 4ª série
Escola Estadual Unidocente de Ensino Fundamental Km 20 do Mutum
12 de out. de 2010
Mais poemas!!! Mais um dos finalistas!!!
A leitura deve ser feita por página de acordo com as colunas. Para melhor visualização clique na página.
Este poema foi desclassificado por termos apresentado em duas páginas. A regra da olimpíada era que apresentado em colunas em apenas uma página. Valeu!!! Ficaram todos lindos e estamos aí divulgando.
11 de out. de 2010
8 de jun. de 2010
3 de jun. de 2010
31 de mai. de 2010
Mais poemas dos alunos!
As produções dos poemas fazem parte do projeto Olimpíadas de Língua Portuguesa.
Alunos da Escola Estadual Unidocente Km 20 do Mutum - Zona rural de Baixo Guandu.
Alunos da Escola Estadual Unidocente Km 20 do Mutum - Zona rural de Baixo Guandu.
Tiago escreveu seu poema inspirado em um de seus patos. Segundo ele, é muito engraçado ver o patinho querendo de qualquer maneira coçar a pata, a hipótese dele é que o patinho só pode estar com bicho de pé.
A sugestão de trabalho foi escrever poemas sobre um animal da preferência de cada um. A preferência recai sempre para os animais que fazem parte do cotidiano dos alunos.
Ágata é aluna da 2ª série. Quem participa do projeto são os alunos da 4ª série, mas como se trata de uma sala multisseriada não tem como ficar de fora, principalmente porque a iniciativa de produzir os poemas é dela mesmo. Conforme o trabalho vai sendo desenvolvido com os outros alunos ela vai se apropriando dos conhecimentos e criando seus textos com a ajuda de todos e ajudando os colegas a encontrar as rimas .
29 de mai. de 2010
Poemas dos Alunos
Caça sem sentido
Olha o gato
Caçando o rato
Não tem sentido
Tão espremido
Dentro do sapato
Sem nem respirar
Ei, mas o rato
Esperto fugiu
Com tanta rapidez
Que ninguém viu
O gato pensou
Foi embora?
Vou dormir
Não estou nem aí
É hoje que eu durmo com fome!
Débora B. Bartelli - 4ª série
Pescoço de garrafa
Vive na selva
Toda elegante
Come fruta
Come folha
É a girafa
Cheia de pintas
Tão bonitinha
Nem tão rapidinha
Coitadinha
É a girafa
Com seu pescoço
De garrafa.
Ágata Bartelli de Araújo - 2ª série
13 de mai. de 2010
Ler e escrever

Os alunos da 4ª série da EEUEF KM 20 do Mutum junto com a professora Lenira estão cada vez mais envolvidos na leitura e produção de poemas. As oficinas sugeridas para a 2ª edição da olimpíada de Língua Portuguesa e mais o material disponibilizado para as escolas (coletânea de textos + CD-ROM) servem de apoio para o planejamento. Os alunos estão amando ouvir a seleção de poemas.
Dentre as sugestões de atividades das oficinas a Memória de Versos já é a preferida dos alunos. A pesquisa do repertório de poemas da comunidade e os que resgataram de memória rende muitas leituras e histórias e já fazem parte do mural "Cantinho do Poetas".
Após a leitura e a audição de poemas da coletânea uma atividade proposta foi a produção de poemas baseado no texto de Otávio Roth:
Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz
Passarinho na janela, pijama de flanela, brigadeiro na panela.
Gato andando no telhado, cheirinho de mato molhado, disco antigo sem chiado.
Pão quentinho de manhã, dropes de hortelã, grito de tarzan.
Tirar a sorte no osso, jogar pedrinha no poço, um cachecol no pescoço.
Papagaio que conversa, pisar em tapete persa, eu te amo e vice-versa.
Vaga-lume aceso na mão, dias quentes de verão, descer pelo corrimão.
Almoço de domingo, revoada de flamingo, herói que fuma cachimbo.
Otávio Roth
Texto dos alunos:
Coisinhas à toa que me deixam feliz
Gatinha de pelúcia, voz da tia Lúcia, ouvir histórias da Rússia.
Brincar de boneca, tirar uma soneca, chocolate quentinho na caneca.
Fantasia de camponesa, história de baronesa, estudar a Língua Portuguesa.
Milene Debortoli Barteli
As coisas que eu gosto
Chuva mansinha, coberta quentinha, mugido da vaquinha.
Passarinho cantando, boizinho pastando, bezerro mamando.
Hora do recreio, bolo sem recheio, bicicleta com freio.
Ir para a escola, presente na sacola, oração à Nossa Senhora.
Débora José Brunow Bartelli
8 de dez. de 2008
Um poema de presente!
Professorinha Querida!
Professorinha querida,
é pra voce o meu versinho.
Pode não ser tão bonito,
mas foi feito com carinho.
Quando cheguei à escola,
eu mal sabia falar.
Agora, sei ler e escrever,
dividir e multiplicar.
Você explica as coisas,
de um jeitinho diferente.
Assim, eu aprendo fácil,
e fico mais inteligente.
Muito obrigado por tudo:
pela paciência e o sorriso!
sou criança, estou crescendo
e preciso muito disso.
Aqui no meu coração
voce tem um lugarzinho.
Sempre me lembrarei de voce
com muito, muito carinho.
Com amor
Paulo Henrique Araújo Loss.
Poema escrito pelo aluno da prof. Lenira.
Muito bom receber uma recompensa dessas no final do ano.
Voces não imaginam a minha emoção. E a felicidade do Paulo estampada no rosto? Momentos ímpares.
7 de nov. de 2008
Homenageando Cecília
Os poemas infantis que se fundamentam na repetição e no jogo de palavras, muito bom para trabalharmos com os pequenos. Lenira escolheu o do mosquito.
O mosquito escreve
O mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois, treme, treme, treme,
faz um O bastante oblongo,
faz um S.
O mosquito sobe e desce.
Com artes que ninguém vê,
faz um Q,
faz um U e faz um I.
Esse mosquito esquisito
cruza as patas, faz um T.
E aí,
se arredonda e faz outro O,
mais bonito.
Oh!
já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe ler e escrever o seu nome.
Mas depois vai procurar
alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é criança?
E ele está com muita fome.
A Vanda também escolheu um poema infantil, que traduz o caráter lúdico que a educadora Cecília Meireles tão bem conheceu.
Colar de Carolina
Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.
O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.
E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
pôe coroas de coral
nas colunas da colina.
Claudiane e Deolinda são fascinadas pelos poemas de Cecília e contagiam seus alunos com suas leituras. Escolheram um dos preferido de seus alunos.
O cavalinho branco
À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:
mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.
O cavalo sacode a crina
loura e comprida
e nas verdes ervas atira
sua branca vida.
Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos
a alegria de sentir livres
seus movimentos.
Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!
Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!
( Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.)
Obrigado Leonor Cordeiro. Adoramos participar.
10 de ago. de 2008
Sobre Elias José

MORRE O ESCRITOR ELIAS JOSÉ
Morreu em (02/08/2008) e foi enterrado na cidade de Guaxupé (MG).
O escritor e professor Elias José morreu aos 72 anos em Santos, no litoral paulista. O escritor passava férias no Guarujá, quando contraiu uma pneumonia.
Elias José nasceu em Guaranésia e com 13 anos mudou se para Guaxupé, no Sul de Minas. O escritor, que lançou o primeiro livro em 1976, produziu mais de cem títulos e recebeu vários prêmios, no Brasil e no exterior.
Autor de contos, poeta e romancista, uma das especialidades do escritor era a literatura infanto- juvenil.
BIOGRAFIA
Elias José nasceu em Santa Cruz da Prata, distrito do município de Guaranésia, Minas Gerais, em 25 de agosto de 1936. Além de escritor, Elias José é professor aposentado de Literatura Brasileira e de Teoria da Literatura na Faculdade de Filosofia de Guaxupé (FAFIG), tendo atuado também como vice-diretor, diretor e coordenador do Departamento de Letras e como professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro.
Elias José estreou em livro com “A Mal-Amada”, em 1970, com apoio de Murilo Rubião, que reunia contos publicados em suplementos literários do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Portugal. Antes disso, já tinha conquistado o segundo lugar no Concurso José Lins do Rego da Livraria José Olympio Editora, em 1968.
Em 1971, publicou “O Tempo”, “Camila”, “Minicontos”. Em 1974, “Inquieta Viagem no Fundo do Poço” e “Contos”, ambos na Imprensa Oficial, sendo que este último ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (CBL) como Melhor Livro de Contos de 1974 e o prêmio Governador do Distrito Federal como Melhor Livro de Ficção de 1974.
Elias José tem contos e poemas traduzidos e publicados em revistas literárias e antologias de autores brasileiros no México, Argentina, Estados Unidos, Itália, Polônia, Nicarágua e Canadá. Já foi várias vezes selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para representar o Brasil em feiras de livros internacionais. Jurado de vários concursos literários, ministra cursos, oficinas e palestras, tendo participado de vários congressos de educação, lingüística e literatura.
Caixa Mágica de Surpresa
Um livro
É uma beleza
É caixa mágica
Só de surpresa...
Acreditamos ser este um dos poemas mais lembrados e trabalhados por nós, educadores.
Trabalhamos tanto com nossos alunos. Foi lindo os alunos de 1ª série declamando no dia do livro. Eles vão ficar tristinhos, aprenderam a amar os poemas de Elias José.
Tem Tudo a Ver
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.
A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.
A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.
Elias José
Fonte: Google
9 de ago. de 2008
Produção de Textos

PRODUZINDO POEMAS
AMIGA CASTANHEIRA
Em frente
a escola
uma castanheira
agarradinha no chão
dando sombra
com toda gratidão
parece ter
grande coração
Companheira!
tomara que dure
a vida inteira
e continue sendo palco
de muitas brincadeiras.
SOMBRA
No pátio da escola
à sombra da castanheira
quanta brincadeira!
Crianças brincam de bola
e também de pique cola
pique esconde é a preferida
de toda garotada
e a árvore se diverte
com tanta algazarra
quanta alegria!
Quanta poesia!
(Ana Cláudia, Natiele e Edivam 1ªsérie, Gabriele e Tainá 2ª, Samuel e
Juliana 3ª, Gleiner 4ª). (classe multisseriada)
Produção coletiva dos alunos da Prof. Lenira, em 2006, na escola KM 20 do Mutum.
Os textos foram publicados no jornal Gazetinha.
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