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25 de abr. de 2010

Pra começar bem a semana...




Os alunos adoraram este poema... Inúmeras possibilidades de trabalho em sala de aula.


As cores e as palavras

Há palavras azuis:
céu, encontro, amigo,
beleza, sorriso, serenidade...

Há palavras brancas:
comunhão, véu, voo,
pureza, solidão, paz...

Há palavras vermelhas:
samba, sangue, guerra,
futebol, lábios, paixão...

Há palavras cinzentas:
pesadelo, indiferença, nunca,
finados, inverno, poluição...

Há palavras amarelas:
girassol, luar, inteligência,
poder, luz, sucesso...

Há palavras rosadas:
vinho, vela, mocidade,
namoro, noivado, jardim...

Há palavras verdes:
mar, mata, esperança,
novo, brotação, vida...

Há palavras multicoloridas:
arco-íris, jardim, lápis.
festa, feriado, floricultura...

(Elias José. O jogo das palavras mágicas. São Paulo: Paulinas, 1996.)

8 de jan. de 2010

"LETRAMENTO Um ano de histórias"

O livro chegou!!!





E foi com grande emoção que abrimos o pacote... momento solene!

Simples e gracioso, a leitura dá-nos a constante sensação de estarmos diante da escrita dos nossos próprios alunos. Lemos e relemos com calma, absorvendo o pensamento de cada um dos pequenos e maravilhosos intelectuais.

"Letramento - um ano de história" chama a atenção pela simplicidade, pelo despojamento, pela linguagem sugestiva e a riqueza das imagens. Abre-nos um leque de possibilidades ao percebermos como situações cotidianas, corriqueiras podem se tornar pontos de partidas para grandes projetos.

A divulgação do trabalho da turma da professora Joyce em seu blog e na publicação implica na mudança de paradigmas. Ficamos aqui imaginando a satisfação dos alunos em ver divulgado como livro momentos de pura expressão de sentimentos.

Obrigada Joyce, pela gentileza. Parabéns a todos os colaboradores do projeto.

E, ainda há quem diga que "Os mineiros trabalham em silêncio. As mineiras trabalham em mistério, em segredo absoluto."
É a Educação fazendo a diferença...

Já estamos planejando como utilizaremos este livro em nossas salas de aula.

Fica até difícil expressar os nossos agradecimentos.

13 de mai. de 2009

Como “corrigir” os textos das crianças?


Um dos referenciais teóricos que está nos ajudando: Produção de texto: escrever de verdade, reportagem da Revista Nova Escola, na edição de jan/fev de 2009, também disponível aqui (primeira de uma série de matérias publicadas ao longo do ano).

Interessante, e urgente, abordagem sobre a função social da leitura e da escrita.

Produzir textos é um processo que envolve diferentes etapas: planejar, escrever, revisar e re-escrever. Esses comportamentos escritores são os conteúdos fundamentais da produção escrita.

Quer dizer, para que esses comportamentos escritores se efetivem, temos que exercitar a escrita de verdade e não apenas aquela para cumprir uma tarefa escolar.

Temos, também, que desenvolver os comportamentos leitores: ler os textos que circulam socialmente, ler o que escrevemos, para qualificar.

Essas práticas permeiam as aulas no ensino médio… mas com as crianças de seis, sete anos? o que fazer? como fazer?

“Em qualquer série, como na vida, produzir um texto é resolver um problema”, ensina Telma Ferraz Leal.

Ao ler essa postagem no blog da Profe Suely (Ufa! Bloguei) imediatamente nos pegamos revendo as formas de ensinar, mas revendo sobretudo o que podemos melhorar em nossa prática.

Tais indagações me levaram a refletir sobre o trabalho de produção escrita que estou realizando com meus alunos de 3ª e 4ª séries, o Caderno de Registros. O objetivo do trabalho é principalmente despertar o gosto pela escrita. Para tanto os alunos são levados a registrar em um caderninho previamente preparado momentos motivadores da sala de aula como, projetos ou situações que fogem da rotina. O que já foi possível perceber é que quanto mais motivador o momento, mais motivados eles estarão na hora de registrar. Sem um bom motivo, dificilmente eles registram com prazer, aí a atividade se torna totalmente mecânica. Um bom exemplo foi a semana dedicada às mães, os alunos estiveram envolvidos em todos os momentos, ajudando desde a tomada de decisões até o momento final que, culminou com a contação e dramatização da história "O Grande Rabanete" da Tatiana Belink, e entrega das lembranças. Na hora de registrar todos os acontecimentos e ler os registros estavam todos super motivados.

Nesse momento, estou procurando focar mais em despertar o gosto pela escrita, ainda não estou me voltando muito para correção das produções, mesmo quando chamo a atenção para as regras apreendidas, dou um toque nas questões de repetição de palavras, ou dou dicas para tornar o texto mais coerente e coeso, não deixo que tudo isto se torne mais importante do que o registro em si.

"(...) o ato de ensinar exige certos cuidados sem os quais não se atinge o objetivo maior do ensino, que é a aprendizagem." ( Profa. Dra. Silvia Pereira. Leia o artigo As habilidades de ensino no blog Caldeirão de ideias do prof. Robson Freire).

E nessa luta permanece sempre a insatisfação e a dúvida: Poderei fazer melhor? Como?


19 de abr. de 2009

Projeto de Formação Alfabetização: Teoria e Prática

Em vários momentos, aqui neste blog, fazemos referência ao projeto em questão sem explicarmos exatamente do que se trata. Pois bem, O Projeto Alfabetização: Teoria e Prática é um projeto de formação de professores alfabetizadores que a Secretaria de Educação do nosso Estado - SEDU/ES - em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação e Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo vem oferecendo aos professores desde outubro de 2008. Sob a coordenação das professoras doutoras Cláudia Maria Mendes Contijo e Cleonara Maria Schuartz o projeto tem como público alvo professores/as dos sistemas estaduais e municipais de ensino que atuam nas turmas 1º ano e 1ª e 2ª séries da Educação Básica.

A temática sobre o desenvolvimento da escrita nas crianças e suas implicações para a prática pedagógica nos levou a tecer reflexões e realizar inúmeras atividades. No momento estamos fechando uma sugestão do projeto que é a proposta de uma sequência didádica para quatro aulas onde trabalhamos os sistemas de escrita. Os detalhes estão na postagem anterior.


Algumas imagens que ilustram o trabalho sobre sistemas de escrita.










9 de abr. de 2009

O melhor lugar do mundo

Apresento a voces, amigos e amigas blogueiras e não blogueiras, a minha nova realidade de trabalho em 2009.
Uma sala multisseriada numa escola de campo!
Um verdadeiro laboratório de ensino/aprendizagem!
É o melhor lugar do mundo!




Trabalhei nessa escola em 2006/2007 e agora retorno com muita alegria e vontade.
Minha primeira experiência com o trabalho educacional em Escolas do Campo foi em 2006 e, confesso que me apaixonei pelos desafios. Alfabetizar em uma sala regular já é um desafio, com as quatro séries dividindo o mesmo espaço então...



Toda a problemática que envolve o trabalho docente numa sala multisseriada serviu-me como inspiração para desenvolver minha monografia numa especialização em Gestão que fiz em 2007, o tema foi "CLASSES MULTISSERIADAS - UMA CARACTERÍSTICA DA ZONA RURAL: (RE)PENSANDO O CURRÍCULO".





Uma turminha nota 10. Aprendo muito com todos eles.
Trabalho com 1ª, 3ª e 4ª séries.



Lenira


29 de jan. de 2009

Leitura e Escrita de Nomes Próprios

Sugestões Didáticas

Ainda com o foco no trabalho com o nome próprio, aproveitamos para postar mais sugestões de atividades que poderá possibilitar situações da aprendizagem da língua escrita.

O nome próprio é um modelo estável de escrita. O trabalho com nomes informa as crianças sobre as letras, a quantidade, a posição e a ordem delas; permite o contato com diferentes sílabas e diferentes tamanhos de palavras, além de favorecer a aquisição da base alfabética.

Objetivos

• Registrar e reconhecer o próprio nome e dos/as colegas.
• Reconhecer o uso funcional do texto.

Desafios colocados aos alfabetizandos

• Tentar ler antes de saber ler convencionalmente.
• Estabelecer correspondência entre partes do oral e partes do escrito, ajustando o que sabem de cor à escrita convencional.
• Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde.

Sugestões de Atividades

Análise e reflexão sobre a língua - os alunos poderão - analisar as letras iniciais das palavras tendo como apoio as inicias do próprio nome; consultar fichas com o nome deles para reconhecer quais são as letras do próprio nome e marcá-las no alfabeto; Se necessário, o professor escreve na lousa a lista dos nomes incluindo o seu próprio nome; montar nomes com o alfabeto móvel;

Leitura com o professor - leitura do texto "Todas as coisas tem nome"; leitura de texto com informações sobre como fazer um crachá; leitura e cantiga de canções de ninar e parlendas;

Escrita do aluno - registro do nome segundo os conhecimentos que já possuem da escrita do nome próprio; completar letras do alfabeto e marcar as letras do seu nome;cruzadinha dos nomes; caça palavras; escrever o nome em um contexto de comunicação real (o crachá).


19 de jan. de 2009

Sugestões para o trabalho com o Nome dos alunos.

Análise do Sistema de escrita e
do cárater comunicativo da escrita


Ao planejar atividades com o nome próprio deve-se fazê-lo a partir de uma abordagem que favoreça não só a análise do sistema de escrita, mas também a compreensão do cárater comunicativo da escrita.

Deve-se ainda ter em mente que o processo de alfabetização é complexo e depende de inúmeras varáveis e que, para que que o aluno aprenda a ler e escrever é preciso ter contato intenso com o universo da escrita.

O próprio nome constitui a peça-chave para entender a maneira pela qual funciona o sistema de escrita.

Nas atividades de sondagem o professor alfabetizador terá pistas para identificar as hipóteses linguísticas de seus alunos (do pré-silábico ao silábico alfabético) também chamados de níveis evolutivos, para avaliar as características da classe e, partindo dessa análise levantar os objetivos para o planejamento de seu trabalho pedagógico.


O planejamento das atividades poderá contemplar uma abordagem que favoreça os alunos a aprender por exemplo, a:

• diferenciar escrita de desenho;

• diferenciar letras de outros sinais gráficos;

• reconhecer o desenho das letras do alfabeto;

• nomear as letras do alfabeto;

• saber que o alfabeto é formado de vogais e consoantes;

• conhecer as letras do próprio nome;

• conhecer a quantidade de letras que compõem o próprio nome;

• reconhecer que as letras podem ser reunidas e combinadas em sílabas e começar a utilizar essa informação para refletir sobre o sistema de escrita;

• reconhecer que a quantidade de letras pode alterar o nome escrito;

• reconhecer que a ordem das letras pode alterar o nome escrito;

• reconhecer que algumas letras ("a" e "o"), por exemplo, servem para indicar o gênero ao qual o nome pode pertencer (masculino e feminino);

• saber que os nomes próprios compõem uma classe de palavras;

• saber que se usa letra maiúscula para se distinguir os nomes próprios de outras palavras.

Isso quer dizer que é trabalho para o ano inteiro. As atividades geralmente começam com uma escrita espontânea do nome próprio, "do jeito do aluno" e se amplia para o nome das coisas, o nome dos pais, o nome da rua, o nome do bairro, o nome da escola, do professor e dos colegas da turma... nesse caso a ordem como o conteúdo será trabalhado dependerá do planejamento de cada professor.


(Este é um apanhado de vários artigos sobre o trabalho com o nome próprio.)

21 de nov. de 2008

O que funciona na alfabetização?


O que se ensina quando se ensina a ler e escrever?

A plena inserção no mundo da escrita, envolve pelo menos três complexas dimensões que se articulam e que se complementam: uma dimensão lingüística (a conversão da oralidade em escrita); uma dimensão cognitiva (as atividades da mente em interação tanto com o sistema de escrita, no processo de aquisição do código, quanto com o texto em sua integridade, no processo de produção de significado e sentido); uma dimensão sociocultural (a adequação das atividades de leitura e escrita aos diferentes eventos e práticas em que essas atividades são exercidas).

A complexidade do processo gera divergências sobre o qual deve ser o objeto da alfabetização. Há os que consideram que o objeto é o processo lingüístico e cognitivo de aquisição da tecnologia da escrita, domínio dos sistemas alfabético e ortográfico de escrita, e das convenções que governam o uso desses sistemas. Há também os que consideram que, sendo a finalidade da leitura e da escrita a construção de significados e sentidos dos materiais escritos que circulam em práticas socioculturais, o objeto da aprendizagem da língua escrita é, desde o seu primeiro momento, a compreensão, na leitura, e a utilização, na escrita, de numerosos e variados gêneros e portadores de textos, vivenciados em diferentes contextos, visando a diferentes objetivos e diferentes destinatários. Finalmente, há os que, julgando incoveniente e mesmo impossível fragmentar um processo cujos componentes são inter-relacionados e interconectados, consideram que o objeto da alfabetização é a língua escrita em sua inteireza, envolvendo todas as dimensões e todos os seus componentes.

Naturalmente, as divergências quanto ao objeto da alfabetização - o que se ensina a ler e escrever - determinam as divergências quanto aos métodos de alfabetização - como se deve ensinar a ler e a escrever - e, conseqüentemente, divergências quanto aos resultados da alfabetização - o que funciona na alfabetização.

Fonte Magda Soares, Revista Pátio ago/out 2008

17 de ago. de 2008

REFLEXÕES SOBRE A ESCRITA


Leitura e escrita contribuições da Neurociências


Da maneira como o cérebro funciona é preciso que se escreva.Escrever significa, realmente, fazer frase, texto, com síntaxe, da própria mão. Muito do trabalho que a gente tem visto em alfabetização é feito com substantivo. É muita lista de palavras, cruzadinhas, carimbo... Enfim, são atividades com substantivo.

O que as Neurociências nos ensinam sobre isto? Primeiro, uma coisa fundamental: que o cérebro funciona por classes gramaticais. Nós temos áreas especializadas para processar substantivos, nós temos áreas especializadas para o processamento de verbos, nós temos áreas de sintaxe e semântica, e que para escrever uma sentença simples eu preciso mobilizar substantivo, verbo, sintaxe e semântica. O que acontece quando você trabalha só com substantivos? Você desenvolve, muito, as áreas de substantivo. Por isso, que nós temos muitos alunos que dão conta de escrever palavra, fazer lista, mas quando a professora pede para fazer um texto ele não consegue. Por quê? Porque não tem domínio da sintaxe.



Elvira Souza Lima ( APROPRIAÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA)

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13 de ago. de 2008

LER, ESCREVER E CONTAR

O ponto de partida para todo aprendizado. Projeto do governo do Estado do Espírito Santo que visa potencializar o processo de alfabetização dos alunos da rede pública estadual, apontando ações de intervenção que promovam a aprendizagem dos alunos e a participação efetiva da família neste processo.


9 de ago. de 2008

Falando de Leitura e Escrita


Muito interessante o artigo da Elvira Souza Lima sobre leitura e escrita na alfabetização. Ela inicia o artigo falando da educação brasileira no momento atual e, também sobre a necessidade de mudanças na forma de ensinar "porém isto não significa que precisemos inventar uma pedagogia absolutamente nova".
Elvira destaca ainda, a importância da socialização do conhecimento pedagógico "infelizmente nesse país nada é socializado, mesmo dentro do estado as pessoas não ficam sabendo o que está sendo feito, as redes municipais trabalham isoladas umas das outras."
Para a autora é fundamental que os educadores saibam mais sobre o funcionamento da memória, por isso, faz uma abordagem a respeito das contribuições da neurociência no conhecimento pedagógico e clama por mudanças na formação continuada dos professores "eu acho que se tivéssemos um curso no currículo para todo educador sobre memória, outro sobre função simbólica, outro sobre imaginação, os professores ficariam com mais instrumentos para lidar com esse ser humano que chega à sala de aula..."

Tivemos a oportunidade de ler e refletir sobre o texto da Elvira na jornada pedagógica realizada pela secretaria de educação o nosso estado no finalzinho de julho.