20 de set de 2009

Sequência Didádica - 2ª PARTE



2º e 3º momentos da sequência.

4) – Dialogando com outros textos

Observe estas capas e leia o título de cada uma.




5 - Do texto às unidades menores da língua:
Compreendendo a escrita.
- Procure nos títulos dos livros e copie:
• a) A palavra que começa com gu; ____________________________

• b) Dois nomes de animais; ______________________ _______________________

• c) Responda:
•Que semelhanças há entre a capa do gibi “Menino Caranguejo” e os cartazes estudados anteriormente?
_________________________________________________________________________

• d) Leia e cante esta cantiga. Depois pinte a palavra que tem gu toda vez que ela aparecer.


CARANGUEJO NÃO É PEIXE,
CARANGUEJO PEIXE É,
CARANGUEJO SÓ É PEIXE,
NA ENCHENTE DA MARÉ.

PALMA, PALMA, PALMA,
PÉ, PÉ, PÉ,
RODA, RODA, RODA,
CARANGUEJO PEIXE É.


• e) Agora recorte de jornais e revistas palavras que tem gu e cole no espaço abaixo de acordo com o som.

GUARDA enxaguo foguete guloso Guilherme

(as palavras podem ser apresentadas em uma tabela)

• e) Leia em voz alta as palavras que você colou no quadro. Fale para os colegas, o que muda quando o som gu aparece em diferentes situações.

• f) Você irá escrever a nova palavra e comentar as mudanças que ocorreram na pronúncia.

• Um lago pequeno é um _________________________________ .

• Uma formiga pequena é uma ________________________.

• g) Pinte as sílabas que formam os nomes dos desenhos. (organizar as sílabas em tabela)




JO GE CA GUE RAN



TE GE FO GUE



RA GI TAR GUI

6) Complete a cruzadinha:

A gente já viu que a Dengue é uma doença muito séria transmitida por mosquitos. As larvas do mosquito da dengue se desenvolvem em água limpa e parada, portanto, devemos evitar guardar algumas coisas para que não virem criadouro de mosquitos. Abaixo, estão os principais locais onde os mosquitos costumam depositar suas larvas. Descubra quais são eles.





7) Produção Coletiva

- Vamos construir um livrinho coletivo da letra G? No livro vocês deverão registrar todas as descobertas sobre o som da letra g, com a ajuda da professora. Palavras e figuras que tenham os sons do g deverão ser recortadas de jornais e revistas e coladas nas páginas.


Referências:


Álbuns do picasaweb:fonte: http://picasaweb.google.com.br/mirian1018


Gontijo, Cláudia M. Mendes. e Schwartz, Cleonara Maria. 2009. Alfabetização teoria e Prática, Vitória – ES, p 62. Sol Gráfica e Editora.



19 de set de 2009

Sequência Didática - 1ª PARTE


Tempo estimado: 3 dias – Anos – 2º e 3º

Tema da sequência: Dengue - Educar para prevenir.

Objetivos:

- Despertar a consciência da responsabilidade de cada um no processo de prevenção e combate a dengue.

- Identificar aspectos sonoros da língua.

- Estabelecer relação entre texto e imagem.

- Compreender que um som pode ser representado por diferentes letras segundo a posição na palavra.

- Refletir sobre os sons do [gu] na palavra.

Conteúdos:

- Interpretação de imagem.

- Leitura de capas de livros.

- Uso do gu diante de e, i na palavra.

- Uso do gu em outras posições na palavra..

Autoras

Claudiane A. A. Rodrigues Corona
Deolinda M. Alves Paixão
Lenira B. Zandomenico
Romilda P. de Arruda Detone
Santuza Ferreira Marcelino


Primeiro momento:

1) Conversando sobre a Dengue:

• Vocês já ouviram falar na dengue?

• Sabem como se pega (contrai) essa doença?

•E sobre os cuidados que devemos ter para evitar a dengue?

•Já viram cartazes de alerta em algum local? Onde?

2) Interpretação de imagens e leitura de informações.

- Vamos observar os cartazes de campanha de prevenção a dengue e ler as informações contidas neles.



Fonte: http://picasaweb.google.com.br/jana.chagas.carreira



fonte: http://picasaweb.google.com.br/mirian1018

- Converse com seus colegas sobre os cartazes.

- Quais são as semelhanças entre eles?

- Com que finalidade esses cartazes foram produzidos?

- Que bichinho aparece nos dois cartazes?

- Por que o bichinho aparece nos cartazes?

- O que o menino está fazendo?

- O que ele segura na mão esquerda?

• Como vimos, a dengue é uma doença que pode até matar. Para combater é preciso conhecer. Vamos saber mais sobre os cuidados que devemos tomar lendo informações importantes? Então, tome leitura!


QUAIS OS MEIOS DE PREVENÇÃO DA DENGUE?

Para tomar medidas preventivas e impedir que a dengue chegue até a sua cidade ou município, a melhor atitude é combater os focos de acúmulo de água. Esses locais são propícios para a criação e reprodução do mosquito transmissor da dengue.

Ajude o Brasil a combater a dengue. Para prevenir a chegada da doença veja alguns cuidados importantes:


1 – Eliminar recipientes que possam acumular água: garrafas, latas, pneus, tampas de garrafa, sacos plásticos, cascas de ovos, etc., ou seja, manter quintais e ruas sem lixo.

2 – Manter as caixas d’água tampadas e fazer a limpeza das calhas.

3 – Trocar a água dos bebedouros de animais e lavá-los diariamente.

4 – Colocar areia nos pratos dos vasos de plantas.

5 – Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje.

fonte: WWW.combatadengue.com.br (adaptação)

3) – Pensando no texto

a) De acordo com o texto, qual é a melhor atitude para combater a dengue?

b) Que cuidados devemos ter com o lixo?

c) Como armazenar garrafas?

d) O que você sabe mais sobre prevenção a dengue?

e) Em sua opinião é fácil acabar com o mosquito?

f) Você ou alguém da sua família já contraiu dengue?

g) Você considera que esse tipo de texto ajuda no combate à dengue? Justifique sua resposta.

Esta é a primeira parte da sequência didática apresentada no curso de formação Alfabetização Teoria e Prática, pensamos em trabalhá-lha em um ou dois
dias dependendo das adaptações que se faça para ampliar o conteúdo. Postaremos, em breve, as outras partes.


17 de set de 2009

Reflexões sobre o ensino da leitura e escrita na alfabetização


“Aprender a ler e escrever na escola deve, portanto, ser muito mais que saber uma norma ou desenvolver o domínio de uma tecnologia para usá-la nas situações em que ela se manifesta: aprender a ler e escrever significa dispor do conhecimento elaborado e poder usá-lo para participar e intervir na sociedade.”

Luiz Percival Leme Britto

Com base nos PCN, na escola uma prática de leituras intensa é necessária por muitas razões. Ela pode;

1 - Ampliar a visão de mundo e inserir o leitor na cultura letrada;

2 - Estimular o desejo de outras leituras;

3 - Permitir a compreensão do funcionamento comunicativo da escrita: escreve-se para ser lido;

4 - Expandir o conhecimento a respeito da própria leitura;

5 - Possibilitar ao leitor compreender a relação que existe entre a fala e a escrita;

6 - Favorecer a aquisição de velocidade na leitura.

O domínio e habilidades da leitura são condições essenciais para enfrentar as exigências do mundo contemporâneo que aponta para uma sociedade de informação onde poucos detêm o poder de se informar. Hoje se sabe que o desenvolvimento da capacidade de ler depende em grande medida, do sentido que a leitura tem para as pessoas.

A leitura é algo complexo, no entanto de fundamental importância para a vida das pessoas, e, está presente na maioria das nossas atividades cotidianas, pois, dela necessitamos para dar conta de parte de nossas ações. É assim que a leitura acontece fora da escola: lemos para solucionar problemas práticos, para nos informar, para nos divertir, para estudar, para escrever ou revisar o próprio texto.

No mundo atual o desafio da escola é para que os alunos dominem as informações através da leitura, que estejam preparados para enfrentar a sociedade futura. Portanto, os desafios que se colocam para a escola, espaço privilegiado de desenvolvimento da competência para ler e escrever – não são poucos, pois todas as evidências têm mostrado que essa competência não depende do acesso a certas práticas convencionais de ensino da língua, mas a experiências significativas de utilização da escrita no contexto escolar, tanto em situação de leitura como de produção de textos.

Formar leitores é algo que requer condições favoráveis, não só em relação aos recursos materiais disponíveis, mas, principalmente, em relação ao uso que se faz deles nas práticas de leitura, como disponibilidade de uma biblioteca, onde o acesso ao acervo seja livre por parte dos alunos, organização do planejamento do professor para que se priorizem aulas de leitura e a escola deve criar uma política de formação de leitores.

Sem um trabalho com a diversidade textual, certamente não é possível formar leitores competentes, ou seja, pessoas que, por iniciativa própria, são capazes de selecionar, dentre os textos que circulam socialmente, aquelas que podem atender às suas necessidades e que são capazes de utilizar procedimentos adequados para ler.

A instituição escolar deve, portanto, assumir o compromisso de procurar garantir que a sala de aula seja um espaço onde cada sujeito tenha o direito à leitura – consistente e eficaz – reconhecido como legítimo. Trata-se de instaurar um espaço de reflexão em que seja possibilitado o contato efetivo de diferentes opiniões, onde a divergência seja explicitada e o conflito e também um espaço em que as leituras devam assumir caráter de intenso reforço de identidade pessoal, valorizando as escolhas dos alunos.

Indagações:

1.É possível que um professor que não tenha o gosto pela leitura consiga despertá-lo nos seus alunos?

2.Hábito da leitura é incentivo, metodologia, dom ou mera sorte?

3.Como a escola pode proporcionar momentos prazerosos de leitura sem didatizá-los?

No tocante à construção de indivíduos leitores, é indiscutível que os docentes anseiam por alunos críticos, participativos, leitores da palavra e do mundo (FREIRE, 1982, p.11).

Portanto, deve-se atentar para a prática pedagógica concernente à leitura e a alfabetização não somente como responsabilidade una do professor, mas uma responsabilidade social, com políticas públicas voltadas para a proficiência da leitura: como mola propulsora do exercício pleno da cidadania. Após um trabalho consistente e efetivo, uma mediação didática potente e consistente, embasada nos pilares éticos, estéticos e acadêmicos, o processo de alfabetização e letramento serão alcançados paulatina e concomitantemente.

Dessa maneira, a alfabetização e a leitura vão servir não somente como mecanismo de aquisição de conhecimento socialmente elaborado, mas como um instrumento vivo e eficaz, que serve como potencialização e exercício da cidadania, e que deve estar a serviço de todas as crianças.

http://webartigos.com "Alfabetização, intervenção didática e letramento: uma tríplice possível?

No l Simpósio em Alfabetização Leitura e escrita do Espírito Santo, num debate sobre A constituição do leitor na alfabetização, Percival de Britto enfatizou que a escola não tem que ficar preocupada em despertar o gosto pela leitura, uma vez que, a aprendizagem da leitura e escrita é compromisso dos sistemas de ensino. Para ele, o aluno não precisa necessariamente gostar de ler ou escrever e, sim aprender a ler e escrever. Dessa forma ele será levado a ler em todas as áreas do conhecimento. Caberá ao professor, portanto, conduzir o processo de aprendizagem da leitura possibilitando ao aluno permear pelo caminho da literatura, para tanto o professor tem que gostar de ler e fazê-lo com proficiência.

Em relação a expressão "leitura de mundo" citada por Paulo Freire, Britto diz que são errôneas as interpretações que consideram que observar ambientes, imagens, e outros, é o mesmo que fazer uma "leitura". Para ele, os termos "leitura de imagens", "leitura de mundo", podem ser usados desde que não sejam vistos, ao pé da letra, como "Leitura".

Referências:

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, 1997.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e lingüística. 6ª ed., São Paulo: Editora Scipione, 1994.

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 4ª ed., São Paulo: Cortez – Autores Associados, 1987.

______________________Com todas as letras. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.

FOUCAMBERT, Jean. A leitura em questão. Porto Alegre: ARTMED, 1999.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: um tema em três artigos. 44ª ed. São Paulo: Cortez, 1982.

______________________ Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1987.

KLEIMAN, Ângela B. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes de projetos da escola.Campinas, SP: Mercado das Letras, 1999.

MORAES et al. Sociologia. In: BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica – SEB, Departamento de Políticas de Ensino Médio. Orientações Curriculares do Ensino Médio. Brasília, 2004.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2ª ed., Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ARTMED, 1998.